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Blog de shirlenegames
 


RECONTEXTUALIZANDO A COMUNICAÇÃO IMPRESSA

Esse trabalho compõe o seminário impresso e educação, realizado na disciplina Tecnologias contemporâneas. Discute a potencialização da comunicação entre os sujeitos a partir da invenção da escrita e da imprensa. Tem como início, um breve histórico das mudanças sociais que impulsionaram aparecimento dessas tecnologias, bem como seu efeito mais sentido “o deslocamento da informação/comunicação” que a partir daí pôde ser disseminada para outros contextos. Por fim, trago sugestões de como os profissionais de educação, em especial os que trabalham em escolas onde a cultura do papel é a realidade, podem ajudar a aumentar a criticidade dos aprendentes sobre material impresso que lhes chegam. As sugestões seguem uma indicação feita em aula sobre a formação de escritores. Essa tem pontos básicos: O estímulo da escrita a partir do uso social nas comunidades, alfabetização como um componente do letramento e o envolvimento do escritor com a escrita.



O processo de comunicação/interação é transformado dialeticamente; ao mesmo tempo em que é refinado pelo homem, que o torna mais complexo, amplia-lhe a capacidade de (in)formar-se (a medida que interage com o meio) e externar o que lhe ocorre. O ápice desse processo foi a Oralização. Se quisermos uma síntese, podemos dizer que houve um aumento quantitativo e qualitativo das possibilidades de comunicação /interação,  induzida pela necessidade dessas e pelo arcabouço a ser comunicado/interagido, desde os desenhos pictográficos até a palavra falada (língua), distanciando definitivamente o homem do animal irracional.


Escrito por shirlenegames às 14h16
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Com a evolução das relações sociais e principalmente das relações de trabalho surge a necessidade da escrita; para Claudemir Belitane, (2006) a limitação da memória humana foi um das principais razões do surgimento da escrita. Seja como for, o fato é que os homens passaram a imprimir suas idéias através de um sistema ideográfico, (predominante na escrita chinesa) e fonêmico (fenícios vinte e duas consoantes e Gregos acrescentaram as vogais). A relação instaurada é considerada pelos antropólogos como salto fonêmico, a possibilidade de expressar o som através da escrita.( Kelvin MCgarry1999)

O outro grande salto na evolução da comunicação se deu dezenove séculos após aparecimento da escrita. Johann Gutenberg um ourives consegue aliar tecnologia e divisão especializada do trabalho e atinge atividade de produção em massa, elevando, na Europa, o material escrito de 30.000 manuscrito para 1 250 000publicações impressas.

Com invenção da imprensa, intensifica-se um fenômeno chamado de exossomático ( fora do corpo) referindo-se à memória; com esse, a memória sai dos mosteiros com padres copistas responsáveis pelas cópias das escrituras sagradas e materiais acadêmicos para as bibliotecas. Os livros eram pouco acessíveis pelo volume material e preço, por isso, era muito comum os estudantes doarem suas anotações.

È importante que se faça uma distinção, Imprimir: ato de quem imprime, deixar impresso, marca, sinal por meio de impressão. Se formos fiéis a esse conceito não

Escrito por shirlenegames às 14h15
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encontraremos muita distinção entre sociedades orais, escritas e digitais, porém sendo escrita a forma “simplificada” de simbolizar a língua falada, de representações por ideogramas (exemplo da escrita chinesa) e alfabética (escrita legada pelos gregos). Assim estamos consideramos impressão a escrita em base analógica; dito de outra forma, a cultura do papel.

Dentre as diversas conseqüências do invento de Gutemberg podemos citar: o declínio do Latim pelo fator vernacular (principalmente após a tradução da Bíblia para o Alemão), incentivo ao conhecimento empírico devido à busca em diversos livros, a diversidade de textos científicos que incutiu métodos de analise e comparação, choque com a cultura jurídica existente, baseada na tradição oral.

Contundo, entre todas as conseqüências, a mais relevante foi o deslocamento da comunicação/informação entre as sociedades e, em menor âmbito, entre as diversas culturas que as compunham. Antonio Marcuschi, (2004) cita Stubbs (1980) quando utiliza o termo “primazia cronológica” referindo-se a “vantagem” da oralidade sobre a escrita que facilitava maior interação entre o contexto e a comunicação/informação ali gestada.

Escrito por shirlenegames às 14h03
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Essa primazia faculta o envolvimento dos sujeitos, para produção da comunicação/informação ao mesmo tempo em que estar envolvido no contexto é imprescindível para entender sua dinâmica. Com surgimento da imprensa não é mais necessário participar de determinado lócus sociais para ser alcançado pela C/I que fazia sentido em outros contextos.

Com a passagem da oralidade para escrita houve certa hierarquia entre as sociedades que avançasse nessa última forma; assim as sociedades escritas passam a exercer predomínio sobre a sociedade oral.

Hoje a oralidade ainda é muito presente e tanto ela quanto a escrita marcam sobremaneira o modo de vida de uma mesma sociedade. Com os estudos sobre letramento diminui o fosso antes citado, pois diferentemente da alfabetização o sujeito para ser letrado precisa se apropriar do uso social da escrita na sociedade onde está inserido.

Escrito por shirlenegames às 14h02
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Não me aprofundarei sobre isso, pois cabia um outro artigo. Cito para encontrar uma reflexão que ajude a responder como a escola fundamental de séries iniciais podem ajudar a formar sujeitos críticos em relação a imensidão de material impresso desde um folheto até os livros didáticos.

Ora, se a imprensa facultou o deslocamento e a disseminação da informação, a questão é como (re)contextualizar o impresso no meio que influencia. O caminho que foi sugerido no seminário impresso e Educação, foi o de estimular os alunos a escreverem. Entendo que esse caminho tem pontos fundamentais, um deles apóio em Marcuschi (2004); esse autor aproximar letramento e oralidade ou escrita e fala, pois ambas, segundo ele, compõem o cotidiano através de um conjunto de práticas sociais.

Ao se fazer essa aproximação o indivíduo encontra sentido para escrever ficando as normais submetidas ao uso, não se teria escrita melhor ou pior e sim escrita adequada ao meio e sua funcionalidade. O que está impresso não será sempre aquilo que vem de fora, detentor de uma suposta supremacia à comunidade que se insere.


Escrito por shirlenegames às 14h01
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Aliado a isso os professores devem estar preocupados em letrar. A relação fonema/grafema é uma convenção( ferreiro, 1986) nada tem de natural, tem suas especificidades bastante complexas como aponta essa autora em reflexões sobre alfabetização, porém alfabetizar estar contido num processo mais abrangente que é o letrar.


Os eventos de letramento estão bastante ligados do uso social que se faz da escrita, portanto pode-se pensar em letramentos ou características específicas do que seja letrar em cada comunidade, através de características próprias( Magda Soares ,2000).

Um último aspecto que aponto é bastante relacionada com a sugestão que acolhi em sala de aula. A mesma que Calkins discute no seu livro “A arte de Ensinar a Escrever”. O primeiro capítulo desse livro tem como título “Criando energia para escrever”. Nele, a autora diz que em seu país os professores motivam, mas não conseguem fazer os alunos se envolverem com a escrita.


Escrito por shirlenegames às 14h01
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Penso que ao se sentir capaz de escrever, ou melhor, de não deixar envolver pelo mito da incapacidade, o material impresso não terá um caráter sagrado sem impossibilidade de questionamentos, pois quem o lê também pode produzir claro que nem sempre na mesma proporção, mas isso pode ser resolvido se não houver hierarquia entre os gêneros uma tese é tão importante para uma comunidade acadêmica, pois atende a sua especificidade quanto uma literatura de cordel que trata do modo de vida de um determinado grupo, principalmente se levarmos o imperativo do fator social que os trabalhos acadêmicos devem ter. Ambas têm a escrita e a impressão como base atendendo a fins específicos sem necessariamente ter uma hierarquia entre eles.


Escrito por shirlenegames às 13h58
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REFERÊNCIAS:

FERREIRO, Emília(2001). Reflexões sobre Alfabetização. São Paulo, Editora vozes;
CALKINS, Lucy Mccormick(1989) A arte de Ensinar a escrever. O
desenvolvimento do discurso escrito. Porto Alegre. Ares Medicas.
MARCUSCHI, Luis Antônio, Letramento e Oralidade no Contexto das
Práticas sociais e eventos comunicativos: in
SIGNORINI(2001) (org) investigando a relação entre
oralescrito e as teorias do letramento. Campinas/SP. Editora
Mercado das Letras.
MARCUSCHI, Luis Antônio (2004). Da fala para a escrita. Atividades de
Retextualização. São Paulo. Editora Cortez.
Mc GARRY, Kelvin(1999). O contexto Dinâmico da Informação. Uma
análise introdutória. São Paulo. Editora Cortez.
REVISTAS: Memórias da Pedagogia, Nº 5 e 6 mente e Cérebro. São Paulo.
Duetto editora.
BELTAINE, Claudemir. O cyberaluno. Nº 6
ZACARIAS, Vera Lúcia Câmara f. Um mundo de leitores.Nº 5
http://intervox.nce.ufrj.br/~edpaes/magda.htm Letrar é mais que Alfatetizar.




Escrito por shirlenegames às 13h51
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Olá,
a aula nos fez refletir sobre inclusão de um modo geral, não somente ao digital, essa facete como mais uma ou consequencia das outras: educacional, ambiental, econômico etc; também nos faz refletir se alguém está excluído, já que tudo que acontece o atinge. A discussão sobre exclusão, talvez tenha o diferencial da informação/ aliados à imensa possibilidade de circulação.

Escrito por shirlenegames às 16h07
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tecnologia e outras cossitas

Olá,


pessoal, acho que vou me inscrever na equipe do material impresso; anotei alguma coisas que achei impotante na discussão de hoje:

Ponte entre liberdade e produção do conhecimento
Lógica do digital
adestramento via digital
Nós, educadores, saírmos do nincho “pedagogizante”, ato político
São questões bem pertinentes no nosso curso

Pretendo começar lendo as cartilhas sobre Software Livre e buscar alguns autores que tratem dessas questões, topam?
Abraços

Shirlene

Escrito por shirlenegames às 16h33
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PRESENTAÇÃO

Olá pessoal da 287, eu também estou blogada.
Agora temmos mais um espaço,esse para refletirmos e produzirmos individuais.
Shirlene

Escrito por shirlenegames às 14h09
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